Amar é sorrir ao ouvir tolas palavras saídas dos lábios da pessoa amada.
É acreditar que só se é feliz ao lado dela, e mais nada.
É sentir o corpo quente mesmo quando uma nevasca congela o mundo lá fora.
É bradar que nunca ninguém se amou ou amar-se-á, o amor só existe agora.
Amar é sentir mil facas penetrarem o coração quando se está longe dela.
É poder fugir para onde quiser, mas se sentir preso em uma cela.
É sentir o coração palpitar e a respiração acelerar toda vez que eu ouço o seu nome.
É poder saciar-se com todo o pão, mas preferir sofrer com a fome.
Amar é saber que viveria por ela e não hesitaria em morrer por sua vida.
É recordar de versos de amor escritos em uma página jamais lida.
É desejar beijá-la mesmo quando se sabe que será repelido.
É imaginar como seria feliz ao seu lado, mesmo isso nunca tendo acontecido.
Mas estou só. Melhor dizendo, estou com muitas pessoas, mas o amor delas não pode se manisfestar de modo que possamos nos entender. Então prefiro aceitar a minha solidão: se procurar fugir dela neste momento, jamais tornarei a me encontrar. Se aceitá-la ao invés de ficar lutando contra ela talvez as coisas mudem. Vi que a solidão é mais forte quando tentamos confrontar com ela - mas torna-se mais fraca quando simplesmente a ignoramos.
Texto: Andressa Mendonça - 07/02/2009


