sábado, 8 de maio de 2010

Confissões




Toda flor tem o seu valor lacônico
Mais não a minha flor
Sublime no corriqueiro, amável no seu cômico
A seu lado, eu? Um consternador?

Ela é uma rosa
Livre em seu jardim e só bela ali,
Kyrie! Faça que eu possa
Esquecer sem lembrar, que tudo passe por aqui

Que esse meu sonho heliocêntrico
A procura do sol
Não seja uma tortura ao lençol
Nem niilismo transpareça no meu cântico

Tão lúcido parece-me esse desalento kafkiano
Metamorfoseando de grego a romano,
A supremacia do meu âmago desatina
Deseja agora qualquer felicidade clandestina que impeça o pensamento

Provo então a droga mais proeminente
Incompreensivelmente supera os efeitos de qualquer ópio
Desagregando todo sentido saliente,
Depois do efeito, despedaço-me a procura do meu coio.


E no final de decisões incongruentes
Palavras não dirão quanto lhe gosto,
Mas que atrás de todos os olhares carentes
Desabrocha um novo propósito,
[você tornou-se uma pessoa especial para mim.


Maycon SmashH

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