Ela sonhava em encontrar, esperava ser compreendida sem se explicar. Só queria deitar na grama e olhar para o céu. Contemplava agora o pôr- do- sol, estava triste.
Indagava-se sobre sua existência, mesmo sabendo que ficaria louca. Sim, ela era um agente; se descobriu, era o seu fim.
- Não sei, apenas sinto.
As flores que via, já não eram como antes, nem o batom vermelho.
-Não sei, apenas sinto - repetiu. Isso era forte.
-Por quê? Por quê?- se indagava.
Era mais forte que ela, não poderia evitar. Ou poderia? Não queria.
-Como era boba – pensava. Para que querer ver além do que não existe?
Nada era real, tudo não passava de ilusão, doce ilusão passageira. Em nada acreditava, mas se iludia, era o seu fim. Ela era um paradoxo, não podia se esconder atrás de seus grandes olhos.
Por que palavras a tocavam tanto?
Aquele cubista foi o vento. O vento que mudou a flor.
-Pare, pare com isso, não saber era a sua continuação. São essas borboletas que percorrem a sua mente. Isso a destrói, isso a liberta.
Texto: Gessica Rocha
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário