Ali, sentada num banco úmido ela se pergunta:
- será que foi um sonho? Será que estive dormindo durante todo esse tempo, e, agora, acordei?
Não
Não.
Não fora sonho
Ela queria acreditar que fora um sonho, mas eu sei que não foi.
As gotas de chuva em seu rosto não poderiam trazer lembranças de sonhos...
A lembrança de uma tarde e que guarda-chuvas foram ignorados e a mágica aconteceu sob a chuva.
Sim, foi real. Ela não sonhara.
E por mais que ela negasse a si mesma que tudo não passava de um sonho, no fundo ela também sabia - assim como eu - que fora real. Todas as suas lembranças.
Haverá um dia em que todas estas coisas serão apenas lembranças. Lembranças que misturaram-se a sonhos e que tornaram-se impossíveis de distinguir o sonho da lembrança.
Textos: Fran Canestraro
Fotografia: Renan Coelho
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